A Marítima
Terça-feira, Julho 04, 2006

Foi preciso fé. Amor imenso.
Condensar num sopro
E num abraço
Todas as despedidas
E as memórias
foi preciso que eu me soubesse
e viesse do azul como nunca antes
foi preciso confiar no mar
e ter para sempre comigo
foi preciso caminhar
pela estrada por muitas horas
entrecortar as memórias
que foram perdidas
por terem sumido antes de
tornarem-se memória
Não tivemos tempo
Tu partiste
agora é preciso
mais que apenas fé
Pensamentos esparsos
Vou voltar a escrever aqui. Preciso escrever textos mais curtos como antes. Gosto mais do Blogger para fazer isso.
Amanhã farei minha primeira aula de canto. A professora chama-se Beatriz e é uma das diretoras do
Brazilian Voices, um grupo vocal da Flórida que canta muita MPB e Bossa Nova. Eu não poderia estar em melhor mãos.
Domingo foi um dia cansativo e de muito trabalho. Quando optei em ser bibliotecária pública aqui nos Estados Unidos, não fazia idéia do quanto ia ser apreciada pelo público e quantas boas surpresas encontraria. Domingo foi um desses dias. Encontrei um livro que um senhor havia lido há 60 anos, quando ele era apenas um garotinho de 11 anos. A gratidão no olhar dele e o entusiasmo com os quais ele me agradeceu fizeram meu dia.
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
Singrando em nova embarcação:
A Marítima
Terça-feira, Outubro 18, 2005
No te salves
Mario Benedetti
No te quedes inmóvil
al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma
no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios
no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo
pero si
pese a todo
no puedes evitarlo
y congelas el júbilo
y quieres con desgana
y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino
y te salvas
entonces
no te quedes conmigo.
Táctica y estrategia
Mario Benedetti
Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos
mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible
mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos
mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos
no haya telón
ni abismos
mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple
mi estrategia es
que un día cualquiera
mo sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.
Segunda-feira, Outubro 17, 2005
O Que Tinha De Ser
Elis Regina
Composição: A.C Jobim/A. Oliveira
Porque foste na vida a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser
Domingo, Outubro 02, 2005
Se por acaso passares por aqui, entre esses dias tão ensolarados em Porto Alegre, entre essas névoas que me cegam a visão, esses tremores que me calam, quero que saibas que escrevo para ti. E eu sei que não me julgas pelo que escrevo. Mas agora eu escrevo para que proves de mim. Esta pequena carta é um recado e sei que vais saber que é para ti. Nós não precisamos de dedicatórias, não é mesmo? Nós estamos de certa forma entrelaçados entre ditos, lugares, memórias, poemas e livros. Estamos mesclados pela palavra que registra e borda no revés de nós, os dois. Escrevo para dizer-te que preciso falar. Preciso ser ouvida. Que às vezes eu só quero contar para ti o que levo dentro. E depois eu respiro aliviada e te quero mais. Te roubo um beijo e volto. Eu já te quis em tempo de te fazer mais, de te fazer meu, já te quis tarde demais para isso, já te quis urgência, já te quis aos poucos, já te quis serenamente. E já desisti de ti tantas vezes. E vacilei bonito te ligando quando não fazia sentido, te evocando quando não podia, te escrevendo que já não dava mais. E vacilei de novo ontem e vou vacilar mais vezes, mas depois vou me entregar porque agora eu te quero diferente. Te quero de um modo estranho. Alheio. Te quero as pressas ainda por que não há mais o que complique o que é simples. Te quero urgente porque eu não consigo pisar no freio quando estou contigo. Te quero serenamente quando te abraço e sinto tuas formas se alinhando as minhas e tua pele reveste a minha. Eu te esperei sem saber. E voltei e voltando caminho para ti. E caminhando para ti eu me perco e me acho. E te quero todo todo o tempo como nunca fui de alguém. Talvez tu não entendas. E agora te quero diferente. Te vejo com meus olhos grandes e curiosos e vejo nós dois. Eu te abraço e o resto derrete e se esvai. E o tempo. E o espaço. Detalhes que a gente conserta. E os delírios que tu não acompanhas. Eu tive medo ontem. E vacilei. Eu tenho medo hoje. Mas o medo já me fez ir embora muitas vezes. E agora eu estou pronta para enfrentar meu medo. E eu te quero, e quero a tranqüilidade de te ter em meus braços e em meus lábios de novo. Muitas vezes. E não quero sentir medo de te dizer que quero te ver de novo. Que quero estar contigo e que gosto de te ver dormir. E gosto de te ver acordar. E que gosto das tuas estórias. E da tua voz. E que gosto do teu jeito de andar e de recostar minha cabeça no teu peito e não pensar em nada. E que é contigo que quero experimentar. Que quero te entender e te tocar. E morder teus braços e tuas coxas. E sentar no teu colo e esquecer as horas. E sorrir ao te olhar e voltar. Sempre. Voltar. Não quero mais o medo. Quero enfrentar esse bicho de olhos amarelos que faz com que eu me encolha e sempre tente fugir. Porque eu só quero tentar fugir de ti nos jogos do amor. Na vida, eu quero voar contigo.
Por que canto así
Pido permiso señores
que este tango... este tango habla por mi
y mi voz entre sus sones dirá
dirá por qué canto así
porque cuando pibe
porque cuando pibe me acunaba en tango la canción materna
pa' llamar el sueño
y escuche el rezongo de los bandoneones
bajo el emparrado de mi patio viejo
porque vi el desfile de las inclemencias
con mis pobres ojos llorosos y abiertos
y en la triste pieza de mis buenos viejos
canto la pobreza su canción de invierno
y yo me hice en tangos
me fui modelando en barro, en miseria
en las amarguras que da la pobreza
en llantos de madre
en la rebeldía del que es fuerte y tiene que cruzar los brazos
cuando el hambre viene
y yo me hice en tangos porque... ¡porque el tango es macho!
¡porque el tango es fuerte!
tiene olor a vida
tiene gusto... a muerte
porque quise mucho, y porque me engañaron
y pase la vida masticando sueños
porque soy un árbol que nunca dio frutos
porque soy un perro que no tiene dueño
porque tengo odios que nunca los digo
porque cuando quiero,
porque cuando quiero me desangro en besos
porque quise mucho, y no me han querido
por eso, canto, tan triste...
¡por eso!
Julio Sosa
FUTEBOLANDO A VIDANão, eu não vou tirar meu time de campo.
A gente também não mexe em time que está ganhando.
E segundo o Foguinho*, quanto mais perto do gol adversário mais próximo da vitória estamos.
*Osvaldo Rolla
Sexta-feira, Setembro 30, 2005
Quinta-feira, Setembro 29, 2005
All About My Mother
"They call me La Agrado, because I have always tried to make everyone's life more pleasant. I used to work the streets, on bridges, near the cemetery. Aside from being pleasant I am also very authentic: almond shaped eyes, 80 thousand; silicone in lips, forehead, cheeks, hips and ass, the liter costs sixty thousand pesetas...you add it up because I stopped counting. Tits? Two, I’m no monster. Seventy each, but these have been fully depreciated. It cost me a lot to be authentic, but we must not be cheap in regards to the way we look. Because a woman is more authentic the more she looks like what she has dreamed for herself.--Agrado (Antonia San Juan)

Tinha sobre si o peso
de quem não sabe
Mas quando
Soube
foi e voltou
tantas vezes
que se descobriu asas
Soube talvez tarde,
mas soube

Se soube tatuagem
no braço gordo e flácido
Se soube etérea e instável
Se soube dona de si mesma
Se soube piano dedilhando
mão no ar
O beijo que não houve
Desde então
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